quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Esboço: Os navios que se quebram em Eziom-Geber




Texto base: 1Reis 22:49

E fez navios para Tarsis, para irem a Ofir por causa do ouro; porem não foi, porque os navios quebraram em Eziom-Geber.

Josafá: Filho de Asa que sucedeu seu pai como rei de Judá reinou de873 a.C a 848 a.C, Josafá recebeu uma excelente herança de seu pai Asa, o qual nos primeiros anos de seu reinado demonstrou um espírito renovador em busca de Deus. Ele atacou a idolatria pagã e enviou mestres ao povo para ensinar-lhe mais a respeito de Deus, e em tempo de perigo confiou no Senhor e suplicou ajuda de Deus.

Ofir: Região de onde Davi e Salomão obtinham ouro, sua localidade não sabe o certo uns diz ser numa ilha situada no mar vermelho; outro diz que era na Índia, e outro diz que era na África ou na Somália e outros diziam que era na Arábia, na terra de Sabá.

Eziom-Geber: Local entre a moderna cidade de Eilat, em Israel, e a moderna cidade de Acaba, no Jordão, onde o rei Salomão construiu um porto. (Nm. 33:35-36/ Dt. 2:8) Fala: Que era situada na margem norte do golfo de Acaba – braço leste do mar Vermelho – Eziom-Geber é primeiramente mencionada na bíblia como o último lugar de parada do povo israelita antes de chegar a Cades-Barnéia. (1Rs. 9:26;10:22/2Cr. 8:17) Fala: A notoriedade de Eziom-Geber deu-se durante a época de ouro de Israel, sob o reinado de Salomão. No local, Salomão construiu um porto de onde frotas de navios navegaram para portos estrangeiros, ao longo das costas da África a da Arábia. (1Rs. 10:11,22) Fala: Entravam pelos estaleiros de Eziom-Geber ouro de Ofir, mármores, especiarias, pedras preciosas, madeira, macacos e babuínos.

Introdução:

- Estes navios podem muito bem representar idéias da vida, projetos, planos, esperanças, expectativas do coração, desejos, anelos, trabalhos, sonhos, objetivos, metas e etc.

- Quem já não foi assaltado, impactado, abatido com algum ideal, esperança ou trabalho que ruiu diante do inesperado?

- Você esperava ir a Ofir para buscar ouro, construir com tanto zelo os navios, mas infelizmente os mesmos se quebraram no cominho do grande projeto.

Fatores que levam o nosso Navio há Naufragar?

1- Ventos contrários (forças externas) Lc: 8:22

2- Peso do navio (o que esta dentro do navio) Hb. 12:1/ Jn. 1:12

3- Rochedos submersos (o que não se vê)

4- Uso de material sem resistência para a construção do navio.

5- Falha de engenharia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os “ungidos” são mesmo intocáveis?




A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros, falsos profetas, adoradores-ídolos e até políticos evangélicos se valem dela para ameaçar seus críticos. Crentes mal-orientados usam-na para defender o seu “ungido”, mesmo que ele defenda abertamente o aborto. E outros ainda a empregam para reforçar a ideia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.

Quando examinamos os contextos literário e histórico-cultural da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor” refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12.3-5; 24.6-10; 26.9-23; Sl 20.6; Lm 4.20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16.15-22).

Embora a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).

É claro que a Bíblia apoia e esposa o pensamento de que o Senhor cuida dos seus servos e os protege (1 Pe 5.7; Sl 34.7). Mas isso se aplica aos que verdadeiramente são ungidos, e não aos que parecem, pensam ou dizem sê-lo (Mt 23.25-28; Ap 3.1; 2.20-22). Afinal, “O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade” (2 Tm 2.19).

Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).

Aparência, popularidade, eloquência, títulos, status, anos de ministério, quantidade de votos obtidos... Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.

Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do Evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29).

O texto de Salmos 105.15 não proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.

É curioso como certos “ungidos”, ao mesmo tempo que citam o aludido bordão em sua defesa — quando as suas práticas e pregações são questionadas —, partem para o ataque, fazendo todo tipo de ameaças. O show-man (e não pregador, como muitos pensam) Benny Hinn, por exemplo, verberou: “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...” (citado em Cristianismo em Crise, CPAD, p.376).

Quem são os verdadeiros ungidos, que, mesmo não se valendo da frase citada, têm de fato a proteção divina, até que cumpram a sua vontade? São os representantes de Deus que, tendo recebido a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), preservam a pureza de caráter e a sã doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; 1 Tm 6.3,4). Quem não passa no teste bíblico do caráter e da doutrina está, sim, sujeito a críticas e questionamentos (1 Tm 4.12,16).


Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise, mentem e cometem todo tipo de pecado, além de torcerem a Palavra de Deus. Caso não se arrependam, serão réus naquele grande Dia! Os seus fabulosos currículos — “profetizamos”, “expulsamos”, “fizemos” — não os livrarão do juízo (Mt 7.21-23).

Portanto, que jamais aceitemos passivamente as heresias de perdição propagadas por pseudo-ungidos, que insistem em permanecer no erro (At 20.29; 2 Pe 2.1; 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2 Tm 1.13,14; Tt 1.9; 2.1). Mas respeitemos os verdadeiros ungidos (Hb 13.17), que amam o Senhor e sua Santa Palavra, os quais são dádivas à sua Igreja (Ef 4.11-16). Quanto aos que, diante do exposto, preferirem continuar dizendo — presunçosamente e sem nenhuma reflexão — “Não toqueis nos meus ungidos”, dedico-lhes outro enunciado bíblico: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda!

Ciro Sanches Zibordi