segunda-feira, 19 de julho de 2010

Estou furioso!

"Pelo que estou cheio do furor do SENHOR" (Jr 6.11)
Estou furioso!

Estou em Lisboa, Portugal, ministrando a Palavra de Deus em algumas igrejas e tenho me encontrado com pastores de outros países da Europa. Um deles recebeu, neste ano, um certo conferencista que, ao ouvir a menção do meu nome, xingou-me, segundo o pastor, de “tudo quanto é nome” e demonstrou estar furioso comigo por causa das minhas abordagens críticas e análises à luz da Bíblia contidas neste blog e em meus livros Erros que os Adoradores Devem Evitar, Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria e Erros que os Pregadores Devem Evitar, editados pela CPAD.

Fiquei um tanto preocupado e decepcionado ao saber que um pastor (pastor?) de renome pronunciara vários impropérios e ameaças contra mim, não tendo nenhum constrangimento em demonstrar a um obreiro o quanto está furioso comigo. Mas, depois de orar um pouco e pensar a respeito do assunto, cheguei à conclusão de que eu também estou furioso...

Estou furioso com a superfluidade que impera no meio evangélico, a qual tem levado muitos crentes a valorizarem o que não tem valor (por exemplo, “revelações” pelo Orkut, falsos milagres, berros ensurdecedores ao microfone, animação de auditório, gracejos sem graça, como “Vai dar um glória ou vai ficar com cara de desviado” ou “belisque o seu irmão até ele dizer aleluia”, etc.) e desprezarem o que verdadeiramente é precioso: a exposição da Palavra.

Estou furioso porque muitos jovens que podiam passar a noite orando e estudando a Palavra de Deus preferem se divertir em baladas gospel... Isso graças ao relativismo, às efemeridades e ao triunfalismo que aprendem de seus cantores-ídolos e super-pregadores, movidos por “nobres” intere$$e$.

Estou furioso com as cantorias intermináveis nos cultos. Às vezes, fico com a impressão de que, se pudessem, alguns obreiros excluiriam a pregação do programa... Não sabem eles que, em seu ministério terreno, o Senhor Jesus mais pregou e ensinou do que cantou?

Estou furioso com os shows e toda a sua parafernália, os quais ajuntam milhares de pessoas, levam-nas ao delírio, mas também as afastam da Palavra de Deus, da manifestação genuína dos dons espirituais, da reverência, da verdadeira adoração em espírito e em verdade, etc.

Estou furioso com as canções e falações antropocêntricas e triunfalistas, que levam os crentes a supervalorizarem o poder de suas declarações de fé, esquecendo-se de depender inteiramente do Senhor e de se submeter a Ele como servos. Essa geração não faz outra coisa a não ser “profetizar” isso e aquilo, na hora em que bem entende... “Somos boca de Deus na Terra”, dizem. Mas a verdadeira voz e autoridade proféticas têm aqueles que valorizam a Palavra de Deus, e não as palavras “mágicas”.

Estou furioso com embaraços e pecados, que tão de perto nos rodeiam...

Mas não estou furioso com nenhuma pessoa! Não estou furioso nem com o Diabo! Afinal, se eu odiá-lo, estarei me igualando a ele! Eu aborreço, sim, as obras de Satanás. Por isso, sigo a Cristo e me sujeito a Ele (Tg 4.7), sendo fiel ao que a Palavra do Senhor diz em 1 João 3.8: “Quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Michael Jackson foi morto pela ILLUMINATI




Há um ano, morria Michael Jackson, conhecido como o rei do pop. Seu precoce e inesperado falecimento gerou muitas especulações. A mais curiosa tem sido propagada pela escatologia aterrorizante e especulativa, que possui representantes em todo mundo. Em seus DVDs em série e canais do YouTube, eles se aproveitam do acontecimento para afirmar que o astro teria sido morto porque resolveu bater de frente com o sistema global dos “senhores do mundo”.
Os web-paranoicos de plantão têm dito que Michael Jackson, nos últimos dias da sua vida, andava triste com a gravadora Sony (isso é verdade, em parte), a qual pertence aos “senhores do mundo” (isso é pura especulação). Em razão da perseguição e da manipulação destes, o astro resolveu denunciar o complô da Nova Ordem Mundial e acabou sendo assassinado pela Illuminati. Essa história é tão “verdadeira” quanto os romances policiais de Dan Brown, autor de O Código da Vinci, Anjos e Demônios e Fortaleza Digital.

Ao examinarmos a biografia do rei do pop, vemos que a tristeza o acompanhou durante toda a sua vida. Na infância, além de ter visto seu pai espancar seus irmãos por motivos banais várias vezes, apanhava no rosto e ouvia com frequência: “Você é feio como um macaco”. Ele revelou que sempre tinha pesadelos relacionados com o seu pai. E nunca se esqueceu do dia em que ele, entrando mascarado no seu quarto, passou-se por um sequestrador a fim de ensinar-lhe a fechar as janelas antes de dormir.

Michael foi moral e fisicamente abalado durante a infância e a adolescência por conta de contínuos ensaios obrigatórios, chicotadas, pancadas, além de inúmeros xingamentos. Durante o documentário 
Living with Michael Jackson, exibido pela emissora britânica Granada Television em 2003, ele afirmou que sentia vontade de vomitar quando se lembrava do pai.

Por que Michael era tão triste? E por que morreu precocemente? Foi por causa dos “senhores do mundo”? Não! A sua morte gradual, “à prestação”, decorreu do seu afastamento de Deus e dos traumas que herdou dos tempos da infância perdida. Ele nunca se contentou com a sua aparência nem se conformou com a sua adultização precoce. Isso fez dele uma pessoa infeliz, a despeito de toda a sua fama e dos milhões de dólares que possuía.
Diante do exposto, se houve algum “senhor do mundo” que matou Michael Jackson, o seu nome é Joseph Walter Jackson. Este, como pai do astro, se vangloria de tê-lo elevado ao estrelato. Mas foi ele também o principal responsável pela sua infelicidade e pelas suas permanentes esquisitices.
Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Falso Profeta e as revelações tiradas do orkut dos Crentes!





O reteté é uma abominação ao Senhor. Fruto do casamento do evangelicalismo com a macumba brasileira, o fenômeno religioso que inclui rodopios, gritos histéricos e passos semelhantes aqueles praticados nos terreiros de umbanda. O fenômeno é exclusivamente brasileiro, não ocorrendo em lugares que não estão sob influência do pentecostalismo tupiniquim. Que o diga o amigo Renato Vargens, que após conhecer a Assembléia de Deus aqui do Peru, voltou para o Brasil e escreveu o artigo "Uma Assembléia de Deus sem reteté".

Quero dizer aos irmãos pentecostais sérios que não se preocupem; esta crítica não está destinada a vocês. Sei que há pentecostais inteligentes, idôneos e coerentes, que conciliam de modo maravilhoso a crença na atualidade dos dons espirituais com o ensino Paulino de ordem no culto, apresentando a Deus um culto racional. Estes, embora crendo no poder "dinâmico" do Espírito Santo, não desprezam as escrituras, as quais nos fazem sábios para a salvação. Definitivamente, minha crítica não está voltada a estes.

Mas, se isto é assim, para quem então é esta exortação? Minha crítica é para os meninos flutuantes, para os irracionais, para os palhaços do evangelho que fazem da igreja um grande circo e do púlpito um picadeiro. Sim, minha crítica é para aqueles pastores que se assemelham aos apresentadores de espetáculos, e contratam estes artistas, mágicos e ilusionistas da fé para enganar o povo que, diga-se de passagem, está doente e sem discernimento.

O que o leitor vai ver à seguir é uma prova inconteste do "grau de maturidade" de alguns pastores que estão fazendo a vida lá no exterior. Digo isso porque quem coloca um charlatão destes no púlpito da igreja tem ainda menos juízo que o tal profeteiro do Orkut, que cruza o atlântico para executar suas peripécias, levando os ouvintes ao delírio promovendo histeria coletiva e catarse.









Reparem também no fenômeno das línguas estranhas proferidas pelo pregador. Em mais de uma década de crente, frequentei muitas reuniões ditas "de fogo", e inúmeras vezes ouvi esta mesma verbalização desconexa proferida pelo pregador. Faltaria criatividade ao Espírito de Deus para inspirar línguas diferentes e desconhecidas nos lábios dos crentes? Ora, ou é isso, ou muitos andam copiando o que ouviram por aí.

Louvo a Deus pelos pentecostais, pois com eles e entre eles aprendi a crer e defender minha crença na atualidade dos dons espirituais. No entanto, lamento e choro por dentro cada vez que vejo essas coisas acontecendo bem debaixo dos seus narizes.

Infelizmente, parece que a igreja pentecostal brasileira (e suas filiais no estrangeiro) em seu desejo por possuir o tal poder, esqueceu completamente do importante dom de discernir espíritos.



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Leonardo Gonçalves crê na atualidade dos dons espirituais, mas nao "fecha" com a macumba evangélica nem com os profeteiros do Orkut.