segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Julgando segundo as Escrituras.



Diante de contundentes análises a respeito de movimentos contrários às Escrituras ou ante críticas a comportamentos incompatíveis com a vida cristã, alguns cristãos costumam citar mecanicamente o que o Senhor Jesus disse em Mateus 7.1, como se fosse um clichê. E acrescentam: “Não cabe a nós o julgar”, “Quem é você para julgar?” ou, ainda, “Somos o único exército que mata os seus soldados”.

Em 1 Pedro 4.17, está escrito: “já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”. E, em 1 Tessalonicenses 5.21 (ARA), lemos: “julgai todas as cousas, retende o que é bom”. Que tipo de julgamento de todas as cousas é esse, o qual começa pela casa de Deus, se não cabe a nós o julgar? Estaríamos diante de uma grande incongruência ou contradição?

De acordo com a Palavra de Deus, nunca devemos desprezar pregações, ensinamentos, profecias, hinos de louvor a Deus, bem como sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Ts 5.19,20). Mas, ao mesmo tempo, deve haver julgamento na casa de Deus. Como assim? Cabe a nós provar, examinar se tudo é aprovado pelo Senhor (At 17.11b; 1 Ts 5.21; Hb 13.9). “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem” (1 Co 14.29). E ainda: “Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 Jo 4.1).

Segue-se que devemos julgar, mas esse julgamento deve ser de acordo com a reta justiça (Jo 7.24), e não pela aparência, por preconceito ou mágoa de alguém. Mas, por que o Senhor disse, em Mateus 7.1, “Não julgueis, para que não sejais julgados”, se o próprio Novo Testamento nos manda julgar? Não seria isso uma incongruência? Não! No aludido versículo, o Senhor referiu-se ao julgamento calunioso, e não ao julgamento no sentido de provar, examinar, discernir, etc. Aliás, no mesmo capítulo, Ele demonstra que devemos julgar (exercer discernimento), ao enfatizar a necessidade de cautela ante as profecias e os milagres dos falsos profetas (Mt 7.15-23).

Se podemos julgar profecias, pregações, milagres, etc., como fazer isso? Primeiro: nossa fonte precípua, primária, prioritária, para exame deve ser Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14), pois ela está acima de tudo e de todos (Gl 1.8). Quando eu digo “acima de todos”, é porque o próprio Deus a elevou a esse patamar (1 Co 4.6; Sl 138.2). Ou seja, não podemos dissociar a Palavra de Deus do Deus da Palavra.

Segundo: o nosso julgamento deve ocorrer de acordo com a sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). Afinal, a verdadeira Igreja de Cristo não é a denominação mais antiga, a da época da Reforma, ou a primeira que chegou ao Brasil, etc. A autêntica Igreja Cristã é a que segue a Jesus (Lc 9.23), a que anda como Ele andou (1 Jo 2.6; At 10.38).

Terceiro: o julgamento justo ocorre também segundo o dom de discernir os espíritos dado às igrejas de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). A falta desse dom em algumas igrejas locais tem levado alguns crentes a se conformarem com o erro. São esses que se apegam ao falacioso bordão: “Quem sou eu para julgar?”, confundindo o discernir (1 Co 2.15) com o caluniar (Mt 7.1). Na Bíblia, um mesmo termo pode, em português, assumir significações diferentes de acordo com a construção frasal, no texto original, e os seus contextos imediato e remoto. É o caso do verbo “julgar”.

Usemos, finalmente, de bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11), ao julgarmos heresias, modismos, desvios, incongruências, erros, verificados no meio do povo de Deus. Alguns irmãos apegam-se ao simplismo e asseveram que devemos julgar a profecia, e não o profeta. Nunca leram esses desavisados os livros de Deuteronômio e Jeremias?

A vida do profeta, do pregador, do cantor, etc., deve ser levada em consideração, sim. Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus? Honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens? Demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor? Ama os pecadores e deseja vê-los salvos? Detesta o mal e ama a justiça? Prega contra o pecado, defende o Evangelho (cf. Fp 1.16), bem como estimula os cristãos seguirem a paz com todos e a santificação? Repudia ele(a) a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?

Portanto, julguemos tudo e retenhamos o que é bom.

#SolaEscriptura

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Decepcionados com Deus!



Embora seja uma ideia que inicialmente cause estranheza, muitas pessoas decepcionam-se com Deus. 
Na verdade, nenhum de nós está livre de se ver diante de uma sensação como essa, sobretudo em situações de intenso sofrimento.
Podemos ver algo parecido no cenário apresentado a partir do versículo 13 de Lucas 24.

Os discípulos encontravam-se profundamente decepcionados com aquele que "esperavam que fosse quem havia de redimir a Israel". Apesar de o Mestre haver anunciado numerosas e explícitas vezes que iria morrer e ressuscitar ao terceiro dia, os seus seguidores foram tomados de grande frustração diante do que aconteceu.

Os discípulos esperavam que a missão do Messias seria libertá-los do domínio romano e, quando o viram morrer, com ele morreram também suas esperanças. Não compreenderam as promessas de Jesus que, na verdade, não veio para libertá-los de um jugo político, mas dos grilhões do pecado.

Podemos até nos decepcionar com Ele, mas certamente isso ocorrerá por causa da nossa limitação em compreender seus propósitos que são sempre melhores e superiores aos nossos.

Nunca esqueça que à vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável. Romanos 12:2.
Sempre quando decepções alcançarem o seu coração, deite, reflita e ore ao Criador. Conte pra Ele tudo que te incomoda e a resposta será certa sobre a sua vida.

Espera no Senhor no tempo do Senhor a resposta para tal oração. Salmos 371; 4


Julio Cesar.
www.ministeriojuliocesar.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Porque sofre o Justo!




Esta manhã, me perguntei... porque neste evangelho que vivemos, muitos insistem em rasgar da Bíblia o livro de Jó, dizendo que o Cristão não pode Sofrer?

Uma das várias características do sofrimento, é a verdadeira proximidade de Deus com o homem. Cada vez que pagamos um alto preço na terra, em meio aos Vales e desertos, Deus revela sua faceta a nós.

Só conhece o caráter de Deus , quem em meio a um grande sofrimento, aonde se esgotarão os recursos humanos, Deus revelou a sua providência divina.

Jó exclama algo em meio a catástrofe vívida que me chama a atenção:
Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).

Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo.

Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento.

A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia.

Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.
Portanto, por maior que seja a dor da perca, do sofrimento, da angústia.
Fique firme, permaneça fiel. Os propósitos de Deus para a sua vida não mudaram.

Paulo escreve algo que nos faz refletir:

11:Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância.
12 Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.
13 Tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses: 4:11-13

Julio Cesar.
www.ministeriojuliocesar.com.br